Author / Catarina Beato

maternidade o meu diário

um pai de barba e a sua menina…

esperara que fosses um pai como és meu marido e amigo dos meus filhos: presente e doce. para além disso não tinha expectativas. não imaginei nada, apenas a tua presença nas nossas vidas.
ter-te nas nossas vidas é fundamental. o que, confesso-te, assusta-me. sempre fiz tudo sozinha, sempre me senti auto suficiente e agora sinto que preciso de ti. como marido, como amigo, como pai.
às vezes fico a olhar para vocês. comovo-me porque quando te vejo ser pai da nossa filha volto a apaixonar-me por ti. comovo-me porque quando te vejo morro de saudades do pai que me falta. comovo-me porque olho para vocês e consigo ver o meu pai a cuidar de mim.
a barba é a única parecença entre ti e o meu pai. mas é inevitável lembrar-me dele quando te vejo com a nossa filha nessa forma doce e dedicada.
não há parecenças na nossa família: sou filha única e cresci numa casa silenciosa [às vezes até demais], a nossa filha está rodeada de irmãos, gargalhadas, disparates, conversas que se cruzam e a confusão normal dos dias [depois a casa sossega e ela percebe que é noite]. serão formas diferentes de crescer com a mesma sorte. é tão bom crescer sendo menina das barbas do pai.

dieta das princesas o meu diário

a recuperação pós parto [o que ando a fazer?]

pela minha história seria inevitável falar sobre a recuperação pós parto. falo do peso obviamente [a gravidez foi um processo de aceitação, aprendizagem e equilíbrio] mas não só. vamos por partes.
sobre o peso: comecei a gravidez com 62kg – mais 3/4 kg do que o “meu” peso mas como estava a treinar todos os dias sentia-me muito bem , terminei a gravidez muito perto dos 78kg e muito longe do meu objectivo de não passar os 72kg [ahaahahaha]. a verdade: comi imenso durante a gravidez. como confesso no vídeo, e atenção porque sou sempre mulher de muito alimento, não sei como conseguia comer tanto.vamos lá falar verdade novamente: eu sei porque comia tanto, a gravidez funciona como uma desculpa perfeita para todos os exageros. e eu aproveitei a desculpa… neste momento peso 64kg. e já voltei a uma alimentação mais equilibrada [voltarei a esse tema].

independentemente do peso tenho muitas saudades de treinar . mas quero fazer as coisas com total respeito pelo tempo que precisam para acontecer e principalmente respeito pelo meu corpo – o descanso fundamental e o facto de estar a amamentar em regime livre [Maria Luiza mama quando quer, seja fome, sede ou apenas mimo].

maternidade

direitos básicos de quem tem filhos…

Discutem-se medidas e mais medidas para promover a natalidade em Portugal, há teorias e mais teorias sobre aquilo que realmente pesa na decisão de ter ou não ter filhos (ou mais filhos), comemoram-se os números que mostram que os portugueses têm feito aumentar o número de bebés e depois atropela-se o mais básico dos direitos.
Quando estive na Segurança Social para entregar os papéis para o subsídio de parentalidade fui alertada para o facto de “as coisas estarem atrasadas”. Comentei com o meu marido como faria um casal que estivesse mais de um mês à espera se não tivesse nenhuma poupança para fazer face às despesas normais e inadiáveis.
Pensando num casal em que os dois trabalham no primeiro mês os dois estarão em casa com o filho que acabou de nascer. O direito é tão óbvio que os primeiros 42 dias para a mãe e os primeiros 15 dias úteis para o pai são obrigatórios. A única forma de os pais poderem trabalhar e receber neste período será se não solicitarem o subsídio de parte de parentalidade o que me parece absurdo porque significará que o pai e a mãe não estão a tempo inteiro com um filho recém-nascido.
Quando comentei sobre a dificuldade em gerir este atraso, pensei que falássemos de alguns dias, umas duas ou três semanas ou, no limite, um mês.

o meu diário

desculpem, isto é mesmo uma chatice [II]

disseram-me que já não escrevo sobre amores e desamores. é verdade. não há nada menos inspirador do que a tranquilidade de um amor a sério.
releio o que escrevi poucos dias antes de te conhecer. 
não perco a minha certeza absoluta. o amor é sempre feliz, mesmo que dê muito trabalho. e, tenho a certeza absoluta, que o amor se faz da presença, desse pânico do não-te-quero-perder-por-nada-nesta-vida. mas os amores literários são diferentes, não são amores são amores literários, como nos livros, amores escritos com palavras complicadas e advérbios de modo.
no meio de todas as certezas absolutas que perdi, confirmei que o amor é sempre feliz. também tenho a certeza que só soube que tinha encontrado a minha história porque vivi todas as outras. e gostava daquilo que escrevia entre angústias e desesperos, desistências e recomeços. tinha produção de posts garantida. agora, mesmo este aperto do não-te-quero-perder-por-nada-nesta-vida é insuficiente para inspirar caracteres infinitos, existencialistas, desesperados sobre amores e desamores. é uma chatice, eu sei. mas espero que seja que seja uma chatice para sempre.
 
há um ano a foto era esta. agora somos mais um.

maternidade o meu diário

chorar em momentos felizes [sem ser de felicidade]

foi muito bom ler todos os comentários ao meu desabafo no instagram. naquele final de tarde, com mais sono do que já é normal, depois do choro da miúda intercalado com uma má disposição do A. que gritava que queria vomitar, acordando a irmã que tinha acabo de adormecer, depois do choro, A. não vomitou e Maria Luiza voltou a adormecer, e eu deitei-me na cama e chorei. o Pedro veio ter comigo e o meu único pensamento era: “não me deixes porque com três com aguento sozinha”. imaginem isto soluçados entre lágrimas e um ar miserável.
depois passou.
as mulheres são umas guerreiras – com ou sem filhos – porque lidam com esta montanha russa das hormonas. as mães são umas guerreiras porque o corpo muda, muda para grande, volta a encolher, abre, fecha, produz alimento, as hormonas saltitam.
quando o fui mãe do G. tive um primeiro mês terrível, cheio de ansiedade [dizia que conseguia ver as bactérias no ar…]. quando fui mãe do A. assumi os meus medos, tive muito mais calma e nos meus momentos frágeis estava sozinha. estar sozinha pode parecer mais pesado mas tem um lado calmo: ninguém vê os nossos maus momentos. e quando ninguém vê é quase como se nunca tivesse acontecido. agora é tudo mais completo, mais apoiado, mas há medos novos.

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