Author / Catarina Beato

o meu diário

relativizar…

os dias que passei naquele quarto de 4m2 mudaram-me. não é exagero. é mesmo assim. acordo e penso no D.. na verdade penso nos pais do D., nas conversas feitas naqueles guinchos que pareciam gritos mas eram pedidos e declarações de amor. e aquele sussurro da mãe do D.: não chora, não chora… no manhã de domingo pediram-me desculpa por “quebrarem as regras”. entrou a avó, a tia, um bolo e o capelão. fizeram a festa de baptismo. desejei felicidades e fui depressa para janela da casa de banho para que não me vissem chorar.
e penso tanto no sorriso da B. – tão mas tão linda. percebi que viveu ali quase toda a sua vida. aguenta poucos dias em casa – demasiado longe para que os pais possam estar presentes. vive naquele quarto. e sorria e brincava com a Maria Luiza através da janela que nos separava. tenho aquele sorriso guardado.

viver saudável

para o Natal e para todos os dias: Primal

eu, fã de barras e carrinhas assumida, digo-vos: são mesmo boas.
As Paleo Bars The Primal Pantry são barras energéticas, orgânicas, 100% naturais, feitas à mão e sem glúten, cereais, soja ou produtos lácteos, não contendo também açúcares refinados, alimentos geneticamente modificados ou óleos vegetais. As barras não contêm óleos vegetais, açúcar ou mesmo sulfitos (conservantes). São indicados para todos os que seguem uma dieta Paleo, sugar free e grain free ou orgânica, e, de uma forma geral, para todos aqueles que têm preocupação com a sua dieta alimentar.
fica a sugestão: uma caixa com um mix de barras para oferecerem no Natal.
 

há para todos os gostos:  Coco e Macadâmia, com tâmaras, coco, caju, macadâmia e óleo de amêndoas; Cerejas e Castanhas-do-Pará, que contém tâmaras, cerejas, castanha-do-pará e óleo de amêndoa [são as duas que mais gosto]; Amêndoas e Caju, composta por tâmaras, caju, amêndoas e óleo de amêndoas; Avelã e Cacau cru, com tâmaras, avelãs, amêndoas, cacau cru e baunilha biológica e óleo de amêndoas; e Maçã e Nozes, compostas por tâmaras, amêndoas, maçã biológica, nozes pécan, canela e óleo de amêndoas.
 

 
para encomendas: hello@primalpantry.com ou através do site.

dieta das princesas

para o Natal e para todos os dias: as melhores massagens

eu adoro massagens mas sou uma esquisita. tenho que estabelecer empatia e tem que ter o toque certo [não gosto de massagens relaxantes, gosto de massagens vigorosas].
antes de engravidar adorava ir às massagens porque me ajudavam a curar algumas dores musculares dos treinos. durante a gravidez foi fundamental por causa da circulação. e agora – no pós parto – ajuda os tecidos a voltarem ao lugar – e a aliviar as dores de quem dorme mal e toda torta.
prenda perfeita – seja daquelas prendas maravilhosas que damos a nós próprias ou das que damos a quem gostamos: massagens.

maternidade

filhos únicos [ou os meus dias]

na prática eu tenho três filhos únicos que têm irmãos de vez em quando. uma sorte para eles. uma trabalheira [das boas] para mim.
6h30 – Maria Luiza mama e adormece.
7h – sou apenas mãe do Gonçalo
7h40 – sou apenas mãe do Afonso até a maria Luiza acordar
9h30 – sou apenas mãe da Maria Luíza
entre as 16h30 e as 19h somos muitos e os finas de dia são sempre diferentes. ❤️
19h – enquanto o pai dá banho sou apenas mãe dos rapazes e trato dos jantares
20h – dou mama à Maria Luiza [sou quase só mãe dela porque os rapazes vêm perguntar várias coisas durante o processo de adormecer a miúda].
21h – sou apenas mãe do Afonso [esta é a hora que o Gonçalo aproveita para relaxar] e vou deitar, dar mimo e ler uma história
22h – sou apenas mãe do Gonçalo [embora o processo de deitar o filho grande não exija nada de mim, só controlar a medicação da asma]
22h30 – há sempre uma indecisão entre aproveitar para trabalhar e deitar-me aninhada ao Pedro [ganha quase sempre a segunda hipótese]. e o meu estado de “sou só namorada do meu homem” dura enquanto a miúda assim quiser [nunca tem hora certa].

o meu diário

a minha adolescência fez-se de cartas

A minha adolescência não se fez de SMS ou WhatsApp, a minha adolescência fez-se de cartas.
Penso muitas vezes – e verbalizo, a bem de uma relação honesta com o meu “filho grande” – que agradeço não ter sido adolescente com telemóvel, chats, conversas permanentes e possibilidade de resposta imediata. A minha ansiedade dos 14 anos não teria aguentado.
A minha adolescência fez-se de cartas e da expectativa – coração aos pulos, quase na boca, e tonturas – quando rodava a pequena chave da caixa do correio. Consigo lembrar-me do dia em que recebi uma chave do correio. Consigo lembrar-me do som metálico da porta a baixar. Consigo lembrar-me da luz que atravessava as portas vidradas do prédio da Rua das Flores e iluminava espaço mínimo para o qual eu olhava como se fosse uma mina de ouro.
A minha adolescência fez-se das cartas que recebia e daquelas que enviava, numa cadência de duas cartas por semana porque, com selos normais, lambidos com cuspo, de Almada a Portalegre eram apenas dois dias.
Eu sabia, tinha a certeza absoluta que, no momento em que largava o envelope cheio, às vezes com mais de 10 folhas A4, que guardava todos as minhas confidências – e toda a gente sabe que confidências de adolescente valem fortunas – elas chegariam ao seu destino.
Nos envelopes seguiam folhas manuscritas, fotografias e outros bocadinhos de mim.

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