Author / dias de uma princesa

o meu diário

O ano tinha que ser este [1992]. Tinha 14 anos e assinava o meu apelido com dois t’s para pensarem que era da família do Nuno. E achava que ter um namorado chamado Nuno era meio caminho para garantir a felicidade eterna. Vivia por cima do Sommer, estudava na Emídio Navarro, passava as tardes entre o relvado e o Las Vegas e as noites nas Tasca do Cão. Bebia-se garrafas de litro de Sagres e amêndoa amarga da mais barata no Pingo Doce. Fui infinitamente feliz em Almada. Infinitamente adolescente. O que parece contraditório com feliz porque inclui lágrimas, desgostos e sentidos perdidos na vida. Mas chegamos a grandes e descobrimos que ser feliz inclui isso tudo.

o meu diário

Pesadelo americano [2]

“A senhora [Sarah Palin], negando a responsabilidade dos homens sobre as alterações climáticas e defensora do direito de porte de armas e o direito de atirar a tudo, em múltiplas declarações de uma estupidez desconcertante, envergonhou as mulheres e sozinha representa uma terrível ameaça, uma verdadeira catástrofe ecológica.

o meu diário

Serenidade

Desces as escadas pendurado no meu pescoço. É assim todas as manhãs. Tenho medo que caias e temos sempre pressa. Acordo-te enquanto te visto as meias. Temos sempre pressa. Desculpas para te ajudar a beber o leite. vejo-te os olhinhos esbugalhados de alegria porque fiz panquecas enquanto ainda dormias. Desces as escadas pendurado no meu pescoço. Sobes as escadas com a tua mão pequenina na minha.
Quero guardar o cheiro da tua pele. Cheiras a serenidade.

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