Author / dias de uma princesa

o meu diário

Ser mãe implica passar a acreditar na vida depois da morte [?]

Quando estava quase-quase a adormecer, sentou-se sobressaltado.– Eu não quero morrer.!Agarrei-o. Do que este gajo se foi lembrar… Quem vai acabar angustiada sou eu com esta merda de conversa.– Tu não vais morrer, meu amor. Nunca.Que lindo… mentir à criança.– Tu vais ficar sempre comigo? Vamos ficar sempre juntos?– Sim. A mãe vai estar sempre ao pé de ti. Ninguém morre.– Morrer é só das histórias. Não é realidade?– A mãe vai estar sempre ao pé de ti. A mãe vai estar sempre ao pé de ti…Repeti a mesma frase encosta à carinha dele, até lhe sentir a respiração-profunda-do-sono. Saí do quarto com a a angústia prevista. Porque uma gaja não muda quando é mãe mas crescem-lhe os medos. E eu só sei explicar a morte na linguagem-dos-adultos-que-não-acreditam-na-alma. Mas a minha explicação não serve ao G. e nem sequer me serve a mim perante aquele corpo pequenino com cheiro a doces.

o meu diário

ouvir deolinda porque não gosto de cafeína

Tenho tanto sono. Mas tanto sono. E uma dor de cabeça horrível. A criança decidiu às 6h30 que estava cansado de dormir e eu expliquei-lhe que estava demasiado cansada para acordar. Estabelecemos um acordo de cedência: ele fingiu qur dormia até às 7h30 e eu estou fingir-me acordada desde essa hora.
[e sei que isto foi castigo porque ontem tomei um comprimido aereus para dormir melhor. se a Tyra me descobre ainda tenho que ir confessar que sou uma-mãe-viciada-em-antiestamínicos.

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