Author / dias de uma princesa

o meu diário

deves-me 1 €

Pagaram-me para escrever uma história-de-amor. Eu gosto de histórias-de-amor daquelas à séria com cheiro de guião de filmes de domingo e jeitos de livro de lombada grossa e capa em cores pastel. Conheço poucas histórias-de-amor. Infelizmente. Há uma mulher no primeiro capítulo desta história. Daquelas mulheres misteriosas, quase frias, de gestos suaves e voz baixa. Está impecavelmente vestida. Não há um único cabelo em desalinho. Esses ficam para a cena [guardo-a para o terceiro capítulo] em que o actor-principal a encosta contra a parede e lhe aquece o corpo frio nas mãos grandes. Nos filmes os apaixonados zangam-se sempre – algures a quarenta minutos do fim e nunca entendi que ponto da vida é esse. Também nunca entendi porque é que os apaixonados têm que se zangar para descobrirem que são o amor da vida um do outro. Há sempre um que vai a caminho do aeroporto mas um táxi escolhe sempre o pior caminho e o outro escolhe sempre o mais rápido. O reencontro dos apaixonados é uma coisa que me comove. Pela estupidez da ausência e porque os beijos-de-pazes sabem aos primeiros. No fim está tudo como sempre esteve. Os apaixonados são estúpidos. É um sinónimo saboroso. Paixão igual a estupidez.

o meu diário

finalmente…

… o “meu” Festival. Há dez anos no casamento de uma amiga [descontraído sem mesas nem lugares marcados], em Arraiolos, havia empadas. Deliciosas empadas de Arraiolas. A história é curta e resume-se numa linha: não me lembro de comer mais nada, a minha mãe lembra-se que comi mais de 30 empadas.

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