O que vamos comer em 2018? 9 grandes tendências na alimentação
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O que vamos comer em 2018? 9 grandes tendências na alimentação

Hoje falamos de alimentação (para não variar muito, já que comer é uma das minhas actividades  preferidas). A multinacional americana Whole Foods – que comercializa produtos naturais e orgânicos e é apenas umas das lojas que mais gosto no mundo inteiro (quando vou a Londres passo mais tempo dentro de Whole Foods do que em museus) – já avançou com aquelas que vão ser as grandes tendências da alimentação para 2018. Ou seja, conta-nos o que vamos comer no próximo ano.

Tudo coisas boas: maior transparência relativamente à industria de produção alimentar mais sabores vindos do Médio Oriente, bem como soluções cada vez mais avançadas para quem tem um regime vegan!

Não esperem pelo novo ano para começar a aplicar estas tendências. Fica a dica: aproveitem e experimentem.

 

O que vamos comer em 2018


Mais sabores florais

Há anos que várias estrelas da gastronomia utilizam pétalas comestíveis. 2018 vai ser um ano de inspiração floral, em que se vão adicionar cada vez mais flores e pétalas inteiras em pratos para dar-lhes sabores botânicos. De bebidas a lanches, esta tendência vai, subtilmente, dar um sabor e cheiro doce e fresco.

Novas formas de criar alimentos crocantes

Os snacks crocantes mantêm-se mas ganham novas formas através de tecnologias que geram um produto tufado, seco e estaladiço. Exemplo disso são as chips desidratadas ou mais alimentos em forma de clusters.

Mais tecnologia em busca de alternativas 

A tecnologia e ciência vão manipular ingredientes e proteínas à base de plantas, com técnicas que criam alternativas, como os hambúrgueres vegan mal passados (tipo em sangue), ou sushi “de atum” feito de tomate. Esta nova tendência também fará nascer várias opções para substituir a lactose, como iogurtes de noz, ervilhas, banana, macadâmia e nozes. O mesmo vai acontecer com os brownies, sorvete, brioche ou crème brûlée que deixam de incluir leite e derivados.

 

Super pós

De acordo com a Whole Foods, isto vai ser um tendência gigante: “Por serem tão fáceis de incorporar, encontraram caminho para lattés, batidos, barras de nutrição, sopas e assados. Para um boost de energia ou uma alternativa ao café, pós como matcha, maca e cacau são cada vez mais comuns. O pó de açafrão terrestre ainda está em ascensão, o tempero popular usado na medicina ayurvédica. Os smoothies estão cada vez mais verdes com pós de espirulina, couve, ervas e raízes. Mesmo os pós de proteína evoluíra e, além dos daqueles que são utilizados para aumentar a massa muscular, surgem cada vez mais reforços nutricionias, como o colágeno que melhora a pele e os cabelos.”

Transparência na produção alimentar

Os rótulos vão passar, segundo a Whole Foods, a ser cada vez mais transparentes. Os consumidores querem saber ao certo a história dos produtos e aquilo que estão a consumir. Detalhes como produção responsável e o bem-estar dos animais são cada vez mais tidos em conta na hora de escolher o que compramos para nutrir o corpo.

Cogumelos, cada vez mais importantes


Os cogumelos – em diversas variedades, como como reishi, chaga, cordyceps e estrela de leão – começam a ganhar um terreno muito funcional e a serem incluidos cada vez mais como ingrediente em suplementos dietéticos, na forma de bebidas engarrafadas, cafés, smoothies, chás ou sopas.

Tacos a toda a hora

Os tacos deixam de fazer parte exclusivamente dos almoços ou jantares mexicanos e começam a aparecer tanto ao pequeno-almoço como em forma de sobremesa. São a nova solução preferida para rechear, mas os ingredientes que fazem parte começam também a ser escolhidos com mais atenção.

Sabores do Médio Oriente


As modas do hummus, pita e falafel vão dar entrada a outros sabores, como de influência israelita, marroquina, siria ou libanesa. Especiarias como harissa ou cardamomo vão ser temperos comuns em menus, bem como a romã, beringela, salsa, hortlã, tahini,, geleia de tomate e frutos secos vão tornar-se ainda mais populares.

Aproveitar os alimentos por inteiro

 

O desperdício e a sustentabilidade começam, finalmente, a ser uma preocupação real. Aproveitar o alimento de forma integral passa assim a ser uma prática, gerando novas receitas e possibilitando novas texturas. O cozer a vapor, em que se aproveitam os nutrientes na sua maioria, passa a ser a forma mais comum de cozinhar.

Satisfeitos com o que vamos comer em 2018? Vejam ainda a minha receita de panquecas de aveia!

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