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Dia Mundial da Alimentação: onde está o equilíbrio?

custa falar de outro assunto que não sejam os fogos mas ontem foi o Dia Mundial da Alimentação e eu não queria deixar passar sem dizer algumas coisas.

há quatro anos a minha vida mudou. por esta altura enfrentava os meus fantasmas e descobria o poder dos alimentos. há quatro anos por esta altura tomava consciência que alimentar-me à base de cereais de pequeno almoço e leite a todas as refeições, intercalado com pão e nutella não era uma forma saudável de viver. há quatro ano aprendi que somos mesmo aquilo que comemos.

há quatro anos achei que nunca mais comeria cereais de pequeno almoço e leite a todas as refeições, intercalado com pão e nutella. nunca mais.

aprendi muito nestes quatro anos. aprendo todos os dias. e não tenho qualquer dúvida que o mais importante que aprendi chama-se consciência alimentar. há dias em que ainda como cereais de pequeno almoço e leite a todas as refeições, intercalado com pão e nutella. sei que, apesar de me alimentar as birras, as neuras e as ansiedades durante dez minutos, não alimentam mais nada. aprendi a conhecer os nutrientes. aprendi que existi equilíbrio.

há quatro anos fiquei ligeiramente fundamentalista. não me arrependo. foi uma fase e foi fundamental. já não acredito em fundamentalismos e tenho como única certeza absoluta que os alimentos verdadeiros – aqueles que não precisamos de tirar de uma embalagem – devem ser a base da nossa alimentação.

assusta-me um pouco a quantidade de informação que temos à nossa disposição. acho que o excesso e a aparente contradição entre tudo que se diz sobre a comida pode assustar e baralhar as pessoas. mas também sei que é uma fase necessária.

não temos todos que comer brócolos mas temos mesmo todos que comer mais legumes. não temos todos que gostar de couves de Bruxelas mas não podemos ser avessos a provar novos sabores e a passar essa abertura de paladar aos mais novos. não temos todos de gostar de papas de aveia mas temos que aprender a comer refeições completas, sem ser o bolo e o café devorados à pressa e em pé no balcão de um café. não temos que ser todos adeptos do low cab, e outros estrangeirismos igualmente saudáveis, mas não podemos viver de fast food.

somos aquilo que comemos. somos mesmo. a nossa saúde depende muito da forma como nutrimos o nosso corpo. e da mesma forma que acredito no equilíbrio para tudo o resto nesta vida, acredito que essa é a forma como devemos comer: diversificar e estar atento ao que nos faz sentir bem. equilíbrio. e lembrar que o nosso equilíbrio é diferente do equilíbrio das outras pessoas.

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