menos brinquedos : toy minimalism, quanto menos, melhor
viver família

menos brinquedos : toy minimalism, quanto menos, melhor

livrei-me dos brinquedos porque imaginei que me tornava numa daquelas mães que passa o dia a gritar com os miúdos para arrumarem o que desarrumaram. Imaginei que iam implorar-me para comprar todos os brinquedos. mas livrei-me, principalmente, de todos os brinquedos porque sabia o que é que os meus filhos iam ganhar no processo.

encontrei este texto no blogue Simples Families. e defende bem aquilo em que eu acredito. além de ser solidária e contribuir para a missão- casa-sempre-arrumada, vai ao encontro da ideia do quanto menos, melhor. basicamente, semeia valores valiosos que se refletem em viver mais, ter menos e valorizar aquilo que temos.


porque é que as brincadeiras são importantes?

as crianças sempre se divertiram. são crianças. exploram, investigam, são curiosas. não vão sofrer por terem menos brinquedos. não vão perder uma parte fundamental na vida delas. bem pelo contrário. vão ganhar. porque podem ter brinquedos, mas não podem ter todos. acredito que assim vão dar valor aos que têm, dar-lhes utilidades diferentes, vão ser criativos. vão estar a trabalhar no desenvolvimento de pontos fundamentais do crescimento.

se as crianças aprendem através da brincadeira, então brincar é o ofício da infância. e isto significa que o espaço onde brincam é um espaço de aprendizagem. (…) é importante que eu dê aos meus filhos o melhor ambiente para que eles tenham sucesso neste trabalho. o toy minimalism fez isso por mim.


as mudanças

a Dayane, autora do blogue, repara e conta que houve 6 principais mudanças:

1. criatividade e inovação

com menos, fazem mais. encontram alternativas, inventam. puxam pela cabeça.

2. aprendem a partilhar

treinar a generosidade e capacidade de partilha deve começar quando somos pequenos. e os brinquedos têm aqui um papel fundamental.

3. brincam de forma independente

a gestão da casa e da família é melhor com menos brinquedos. os miúdos conseguem orientar-se melhor, encontram tudo o que querem, não se aborrecem, inovam, “pensam fora da caixa”.

4. menos stress

a lógica é simples. menos brinquedos significa menos desarrumação, menos ordens para limpar os brinquedos e mais organização. mais organização e menos confusão significa menos stress.

5. consumismo consciente

ajuda a não querer objetos só porque sim. menos bens materiais significa dar mais valor àqueles que se tem e mais valor àqueles que não se tem. um brinquedos não é só mais um objeto no meio de mil. torna-se especial.

6. mãe feliz

tudo junto [menos gritos, menos desarrumação, mais partilha, mais capacidade de brincar sozinho, mais criatividade] gera, claro, uma mãe feliz. gera, aliás, uma família feliz.

 

o que é que acham do toy minimalism?

Comentários (5)

  • Olá Catarina boa noite, belo post 😉 eu penso exatamente da mesma forma! Estou grávida do meu primeiro/a herdeiro/a identifico me muito com os seus pensamentos e ideias … Estou de 13semanas sigo a Catarina á pouco mas uma leitura atenta do blog vi que escreve 😁 adoro comprei dias de uma princesa grávida estou a adorar 5* talvez pq me identifico realmente 😁 com isto quero dizer que acho que as crianças realmente hj têm brinquedos a mais e qd digo isso por ex. Entre família os que têm filhos ficam “revoltados” e dizem “ah qd fores tu vais ver…” Pois eu acho que não pq detesto excessos, pq detesto ver miúdos agarrados ao tlm enquanto os pais jantam e acho que tudo é educado como se educa com excesso de brinquedos também se educa de outra forma é o importante é que nada falta mas para isso sei que dá muito trabalho aos pais educar desta forma 😁 vale dedicação, tempo, disposição, criatividade mas isso é educar um filho e por isso só agora tive a decisão de o ter 30 anos pq agora estou mentalizada para essas tarefas 😍 eu acho 😁 bjnho Catarina e tudo de muito bom para toda a família gira 😊

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  • […] encontrei este texto no blogue Simples Families. e defende bem aquilo em que eu acredito. além de ser solidária e contribuir para a missão- casa-sempre-arrumada, vai ao encontro da ideia do quanto menos, melhor. basicamente, semeia valores valiosos que se refletem em viver mais, ter menos … Ver artigo completo no Blog […]

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  • Nós fazemos ‘limpeza’ duas ou três vezes por ano, uma no Natal e nos aniversários. Temos alguns cestos de brinquedos pela casa e a regra é o que entra de novo tem de caber lá. Por isso nestas alturas damos muita coisa a instituições. Mesmo assim, eles têm muita coisa e passam tempos infinitos sem brincar com alguns deles. No natal passado chegámos a pedir aos meus cunhados para se juntarem na prenda, nós por ex só damos uma, mas mesmo assim cada um deles teve uma dúzia de brinquedos novos. Um exagero…

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  • Faço o mesmo com a minha filha. No fundo ela acaba por brincar com um nº reduzido de brinquedos; brinca muito com as coisas da casa dando um uso sempre diferente, e quer brincar muito com os pais, um dos “brinquedos” preferidos dela 😉 E sim, a arrumação torna-se muito mais simples quando existe um nº reduzido de brinquedos.

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  • Catarina, acho que pela primeira vez, não estou totalmente de acordo. Penso que como tudo na vida há que ter bom senso e equilíbrio nas nossas escolhas e passar essa responsabilidade para os nossos filhos. Tenho das filhas em casa (uma com 9 e outra com 5). A mais velha não brinca com nada, a mais nova brinca com tudo. Com as publicidades e principalmente com os catálogos de natal, foi difícil gerir os pedidos de brinquedos quase sempre que as colegas levavam coisas novas para a escola. Nos aniversários e no Natal, só se oferece um presente a cada uma à sua escolha (dependente do preço que é estipulado). Se querem mais algum, promovemos a angariação de moedas junto dos avós e tios ou ajudando com tarefas em casa, com vista a que possam valorizar o tempo/dinheiro que investem no brinquedo.
    Acho que há brinquedos que estimulam as crianças e possibiltam alguns bons momentos de família (como o monopólio, o jogo da glória, o Uno, etc). Não penso que se deva privar totalmente as crianças de brinquedos, mas esta é a minha opinião e experiência (que vale o que vale).

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