exausta
o meu diário viver família

exausta. primeiro vamos falar das queixas.

muitas pessoas acham que ser blogger não é profissão. eu percebo, também não me identifico com a palavra. gosto de “digital influenciar”. e vejo isso como um trabalho de comunicação. já fui jornalista e escrevia num determinado ângulo, com determinadas regras, e de acordo com um código ético da profissão, já trabalhei numa agência de comunicação e escrevia para clientes, com outro ângulo, outras regras e outros valores, agora escrevo no meu blog – num trabalho nação muito diferente daquele que é feito numa agência de comunicação. este não é um post sobre publicidade no blog, calma!

vou alimentando as redes sociais de forma muito espontânea, respeitando os dias em que não me apetece ou os momentos em que, por razões pessoais, não faz nenhum sentido. quando estou triste ou chateada posso desabafar sobre isso ou sentir que nenhuma imagem ou texto faz sentido naquele momento. este também não é um post sobre as minhas angústias de exposição, calma!

sou uma privilegiada porque trabalho “em casa”, obviamente com aspas porque nem sempre estou em casa, mas sou eu que faço a gestão do tempo e não tenho que estar horas e horas fechada num escritório. no meu escritório vivem os meus filhos e o meu marido, a máquina da louça e da roupa (e sim, uma sorte termos máquinas para estas coisas), os brinquedos desarrumados, a secretária onde o meu filho mais velho estuda, o frigorífico onde faltam coisas, a cozinha onde são preparados as refeições. ou seja, enquanto trabalho faço muitas coisas ao mesmo tempo – porque o cenário permite: desde a logística normal da casa, à atenção necessária aos meus filhos, e à presença de uma bebé. não, não me vou queixar da minha condição de mãe que trabalha em casa e tem tudo para fazer no “local de trabalho”! até porque, repito, considero um privilégio.

ficar com a Maria Luiza em casa até aos 3 anos, à semelhança do que fiz com o Afonso, é uma decisão que sinto muita sorte por poder toma-la. é uma opção que poucas pessoas têm. cansa, claro que sim! porque nem sempre a Maria Luiza quer estar quieta e a dormir a sesta quando eu tenho que escrever um texto. naturalmente estando em casa vou buscar o meu filho Afonso cedo à escola, e almoço com o meu filho adolescente quando ele vem a casa. são prioridades que respeito mas que significam que o trabalho ficou por terminar. claro que , se faço a minha gestão de tempo, vou optar por escrever quando eles dormem e não precisam de mim.

tenho muita sorte, apesar do cansaço desta gestão confusa porque tudo existe no mesmo local e ao mesmo tempo. juntando a isto uma questão de saúde (felizmente resolvida) e o cansaço normal do sono menos descansado de quem tem um bebé pequeno – agora sim vou lamentar-me – estava a sentir-me terrivelmente cansada. exausta.

depois, como horrível agravamente, quando estou muito cansada tendo a ter crises compulsivas, que são sinónimo de comer muito e quase sempre comer muito e mal. as crises compulsivas cansam muito, tanto em termos de culpa como mesmo a nível físico – digestão. é uma estupidez porque pioro o cansaço que sinto.

voltamos ao ponto de situação: sentia-me exausta…

[e agora vou só tratar dos miúdos que acordaram e já volto].

 

 

a foto linda – da Marta Dreamaker – é antiga mas achei que estávamos zangados e servia para falar sobre cansaço.]

Comentários (6)

  • Força!! Você é uma mulher maravilhosa e ,se ajuda, eu respeito muito o seu trabalho! É um exemplo para muitas mulheres.

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  • Por aqui estamos a tentar gerir o mesmo. Trabalhadora independente, arquitecta, mãe e dona de casa. Optei por ir busca-los cedo à escola. Todos os dias.. E por vezes quando adormecem à noite eu volto a trabalhar. A vida quis testar esta gestão toda que encontrei sozinha (porque sou mae solteira de dois, sem avós, sem pai e sem familia a ajudar) após o mais velho de 5 anos ter [tem] Purpura Henoch Schonlein. Estamos 24h com um filho em casa, que não pode sair de casa e eu a trabalhar, a cozinhar, a lavar roupa e loiça, e a arrumar e a tentar fazer um projecto..

    Exausta acho que não transmite o estado em que estou.
    A vontade de chorar é imensa. Mas sorriu e continuo.

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  • […] vou alimentando as redes … Ver artigo completo no Blog […]

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  • Também optei por ficar em casa com a minha B. Até ela ter 3 anos de idade mas há uma coisa que me mete “medo”, como é que eles se adaptam à escola depois de 3 anos em casa com a mãe? Como foi com o Afonso? Difícil? Ia falando com ele em casa sobre isso? É que a minha B está tão habituada a mim (e eu não me estou a queixar, calma) que não sei como vou fazer depois…

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    • Com o Afonso tentei aos 2 anos e correu muito mal [acho que era eu que não estava preparada]. Aos 3 anos foi pacífico e óptimo.

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  • Tenho três filhos, 9 anos, 4 anos e 11 meses…Sempre tive licenças de maternidade alargadas normalmente até aos 7 meses, conseguia sempre conciliar entre licença, férias e pausas letivas(pois sou professora). Mas, com a minha última princesa, as coisas não foram fáceis, o desgaste emocional e a tentativa de estar presente em todas as frentes no que diz respeito aos miudos foi muito complicado… Fazer trabalhos de casa com a mais velha, ir buscar o do meio ao Colégio mais cedo, dar de mamar, cozinhar, …Dei comigo a pensar preciso de voltar ao trabalho….Não é fácil, nada mesmo… Ser MÃE não é fácil, mas muito recompensador!!! 😊

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