aquilo que sinto
o meu diário

aquilo que sinto por ti.

há dois anos não estava nervosa nem ansiosa. era um dia normal, a consequência óbvia do nosso compromisso como família. não foi o dia mais feliz das nossas vidas. quando casamos com quase 40 anos já tivemos muitos dias felizes na vida. e depois disso, quando começou a nossa vida já tivemos dias muito mais felizes do que aquele. neste dois anos houve dias muito bons. alguns por tua causa, outros por causas diversas mas foi contigo que os partilhei, durante ou depois. nestes dois anos houve dias de merda, dias muito duros. nunca por tua causa mas foi contigo que os partilhei, foi no teu peito que adormeci, foi contigo que desabafei.

há dois anos não estava nervosa nem ansiosa. casar contigo foi exactamente aquilo que sinto todas as manhãs quando abro os olhos e te vejo a dormir, ou nas manhãs em que estás longe e leio a tua mensagem de bom dia. aquilo que sinto por ti não é só amor. aquilo que sinto por ti não é são esta paixão adolescente que me faz sorrir quando te vejo ao longe na rua e penso ” é meu”. aquilo que sinto por ti é certeza. tenho a certeza que te quero, tenho a certeza que nos quero, tenho todas as certezas mesmo quando fazes tudo errado. e são as mesmas certezas que sinto quando fazes tudo certo.

se tivesse que escolher o melhor destes dois anos – para além de nunca ter perdido esta certeza – diria que são as gargalhadas que damos, abafadas pelas almofadas na tentativa de não acordar os miúdos, exaustos e antes de adormecer. e tenho saudades das nossas manhãs passadas na cama mas daqui a mais dois anos, se não for na tua conversa de ter mais filhos, já voltamos a ter disso.

Comentários (6)

  • Que bonito, Catarina!

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  • Só houve uma pequena falha: não casou com a saia de tule que tanto gosta e que sempre disse que, se um dia casasse, usaria!;)))

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  • Que texto tão bonito!
    Adoro ler estes textos (que não consigo escrever ainda) e perceber que pode existir tanta coisa boa e tanto amor, mesmo em dias menos bons, mesmo quando as pessoas estão menos bem.
    Adoro ler estas palavras principalmente porque, se calhar por ser demasiado reservada egoísta, sei do que falam mas não consigo ser eu a dizê-lo.
    Não me identifico com tudo o que escreves (calhando identifico-me com muito pouco), mas identifico-me mesmo muito, com alguns textos que aqui encontro, como este.
    Esta forma de amar é, para mim, a mais simples e a mais feliz de todas. É aquela que faz com que todos os dias sejam bons, mesmo os que não são. Mesmo quando estamos descabeladas, zangadas, frustradas… sabemos com toda a certeza do mundo, que nunca fomos tão felizes.

    http://www.vinilepurpurina.com

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  • […] há dois anos não estava nervosa nem ansiosa. era um dia normal, a consequência óbvia do nosso compromisso como família. não foi o dia mais feliz das nossas vidas. quando casamos com quase 40 anos já tivemos muitos dias felizes na vida. e depois disso, quando começou a nossa vida já tivemos dias muito mais felizes do que aquele. neste dois anos houve dias muito bons. alguns por tua causa, outros por causas diversas mas foi contigo que os partilhei, durante ou depois. nestes dois anos houve dias de merda, dias muito duros. nunca por tua causa mas foi contigo … Ver artigo completo no Blog […]

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  • A sua escrita enaltece a beleza do que no conta ❤️ Adorei 💐 Parabéns e Sejam Felizes ☀️

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  • É bom ler estas palavras! Sentimos esse amor… que acaba por ser partilhado connosco, leitores, e se torna de fonte de inspiração para muitos, estou certa… afinal ainda há histórias de amor, daquelas que parecem contos de fada 🙂 Que assim seja por muitos anos!

    A Mulher do 31
    http://amulherdo31.blogspot.com/

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