o meu diário

tenho a certeza…

às vezes, perdida nos arquivos deste blog, encontro-te. tantos anos antes de te encontrar já sabia que existias. só não sabia que a vida me daria o enorme privilégio de seres meu. a noite passada reli o que escrevi em 2007.

Acusaram-me de ver muitas telenovelas como se acreditar em histórias-de-amor sôfregas e intensas fosse um crime com direito ao castigo máximo. E foi. Mas, ainda assim, continuo com mais medo de deixar de acreditar que existem histórias-de-amor daquelas mesmo a sério em que nos sentimos num lugar qualquer muito melhor do que o lugar onde estamos agora. Não quero deixar de acreditar que posso ser permanentemente mimada, com colo e paciência. É isso: paciência. Desejo e paciência. Não quero deixar de acreditar que duas pessoas podem arrumar a casa para caberem os dois sem deixarem de ser as pessoas que são. Não quero deixar de acreditar que mesmo depois de uma vida inteira ainda há palvras que não foram ditas. Não quero deixar de acreditar que existirá um sentimento recíproco em que olhamos para o lado com a sensação deliciosa de orgulho. É meu. Em que partilhar é uma necessidade e a fidelidade é uma normalidade física. Tenho muito mais medo de deixar de acreditar do que sentir este vazio absurdo das coisas que não são como imaginavamos que fossem. Nas coisas que fui aprendendo há apenas uma conclusão linear. Nesta coisas das histórias-de-amor há o querer e o não querer. Ao mais-ou-menos, a que muitos chamam ter calma, eu chamo nada. E o nada, nestas coisas das histórias-de-amor dói ainda mais que o vazio. E o amor pode não ser uma coisa simples, mas ser feliz é tão fácil.

estás nestas palavras. quiseste-me pelo todo deste o primeiro instante. mostraste-me que as minhas certezas não eram apenas parte das histórias-de-amor que escrevia. naquela passagem de ano em que me obriguei a arrumar todas as angústias, a curar todas as feridas, a fazer as pazes com todas as raivas. naquela passagem de ano escrevi doze histórias-de-amor. naquela passagem de ano não imaginava que as certezas que tomava como absolutas eram a única forma de te receber na minha vida. 

Não quero deixar de acreditar que posso ser permanentemente mimada, com colo e paciência. É isso: paciência. Desejo e paciência. és tu. és tu “a minha pessoa”, como escreveste numa destas noites. tenho a certeza.

a foto é da Marta Dreamaker [e tem a legenda perfeita no instagram]

Comentários (9)

  • O vosso amor é absolutamente maravilhoso! Não és a única a acreditar!!!

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  • Tanto Amor numa só imagem! Que bonito!!!

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  • […] post tenho a certeza… appeared first on dias de uma […]

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  • Que inspiração Catarina….estou nessa fase de 2007. Será que o sol brilhará, assim mesmo a sério…tenho esperança, que talvez um dia…

    Bjs e obrigada pela inspiração.

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  • Chorei ao ler este texto porque também sempre sonhei com um amor assim! E isto é o amor e eu tenho um amor assim também!!
    Já leio o seu blogue á algum tempo mas hoje tive mesmo que comentar porque adoro histórias de amor e a sua história é muito bonita
    Muitas felicidades
    Angela

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  • Que assim continue a acreditar durante muitos e muitos anos… Um grande beijo e votos de felicidades

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  • Que linda foto querida 🙂 Muitas felicidades 🙂 🙂 🙂

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  • Um texto lindo.
    Tal como as 12 histórias de amor.

    http://embuscadafelicidade.blogs.sapo.pt

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  • Ao ler este texto de 2007 reforço aquilo que já pensava..saudades de ler textos como este..maravilhoso! São agora muito mais escassos..:(

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