o meu diário

Desabafo linear

Acusaram-me de ver muitas telenovelas como se acreditar em histórias-de-amor sôfregas e intensas fosse um crime com direito ao castigo máximo. E foi. Mas, ainda assim, continuo com mais medo de deixar de acreditar que existem histórias-de-amor daquelas mesmo a sério em que nos sentimos num lugar qualquer muito melhor do que o lugar onde estamos agora. Não quero deixar de acreditar que posso ser permanentemente mimada, com colo e paciência. É isso: paciência. Desejo e paciência. Não quero deixar de acreditar que duas pessoas podem arrumar a casa para caberem os dois sem deixarem de ser as pessoas que são. Não quero deixar de acreditar que mesmo depois de uma vida inteira ainda há palvras que não foram ditas. Não quero deixar de acreditar que existirá um sentimento recíproco em que olhamos para o lado com a sensação deliciosa de orgulho. É meu. Em que partilhar é uma necessidade e a fidelidade é uma normalidade física.
Tenho muito mais medo de deixar de acreditar do que sentir este vazio absurdo das coisas que não são como imaginavamos que fossem.
Nas coisas que fui aprendendo há apenas uma conclusão linear. Nesta coisas das histórias-de-amor há o querer e o não querer. Ao mais-ou-menos, a que muitos chamam ter calma, eu chamo nada. E o nada, nestas coisas das histórias-de-amor dói ainda mais que o vazio.
E o amor pode não ser uma coisa simples, mas ser feliz é tão fácil.

Comentários (4)

  • É por isso que os sonhos são tão bonitos, porque são sonhados, idealizados, rememorados… Até compreendo isso das novelas.

    bj

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  • concordo absolutamente.

    bjnho

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  • sim… é verdade… mas quando a desilusão se instala e não consegues acreditar em mais nada?

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  • Lindo!! *

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