o meu diário

O que é um ritual? – disse o principezinho.

– Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. – Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto da hora, mais feliz me sinto. Ás quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito… Precisamos de rituais.

Comentários (1)

  • Foi dos primeiros livros que li, muito cedo, e desde então ficou-me a passagem do “nascimento” da amizade – com a enorme complacência da última – entre o principezinho e a raposa. Quando o relia antecipava sempre esse momento, no qual a raposa me recordava o que é tão simples esquecer. (Ele há regras… e depois à simpatias. Num pode ser de outro modo, só assim nos podemos (re)conhecer.) Mas como ganhar a confiança, e sobretudo mantê-la. Como descobrir e fazer amizade com os corações sensíveis (isto cheira-me a redundância) que todos somos e, depois, não magoar, manter a confiança conquistada, como quem rega a rosa.
    Só (lhe) digo tretas. Mas enfim, adiante: Desfiz-me do meu exemplar. É pena, gostaria de reler os capítulos em que o pequeno príncipe chega à Terra e enceta conversações com a raposa, e nas quais, esta, estabelece os termos que permitem a rendição incondicional e recíproca de ambas as partes: «eu rendo-me assim tu mo permitas, rendes-te?».

    Bom, isto vai ser terrível. Comecei agora a ler os seus arquivos de Z a A. Prometo-lhe o esforço de me abster de comentar (tudo!).

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