o meu diário

Adolescência

Todos conhecemos a teoria de que existe sempre uma criança dentro de nós. A história de sermos eternamente crianças.
Concordo sem qualquer objecção. Mas não me identifico com a ideia.
Tive uma infância feliz. Muito feliz.
Tive muito mimo. Muito amor. Muitos amigos. Brinquei. Arranhei-me. Desembrulhei presentes. Comi panquecas.
Mas a criança que fui ficou na minha infância. Adormeceu contente no meio dos brilhantes anos 80.
A minha essência é a adolescente que fui.
Serei sempre essa menina/mulher. Numa descoberta constante do corpo. Numa ânsia desesperada de prazer. Nessa eterna procura do que quero ser quando for grande. Nesse mundo em que todos os sentimentos são gigantes, em que todas as desilusões são uma pequena morte.
Serei sempre uma adolescente. Com o ego sedento de olhares ávidos. Com o medo de que ninguém goste de mim. Com a certeza de que tudo vale a pena. Com a dúvida eterna sobre o sentido da vida.
Serei eternamente adolescente.

Comentários (1)

  • Já eu costumo dizer que parei ali nos 20's… Lembro-me perfeitamente e ao pormenor da minha adolescência e primeiros anos de vida adulta, como se tivesse acontecido tudo há muito pouco tempo! E sim, é verdade, os sonhos cá continuam, o desejo, a alegria de gargalhada pronta, a genica para a aventura, o mesmo mau-feitio… 😛

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